A falta de jovens qualificados e a dificuldade de entrada no mercado de trabalho são empecilhos para o desenvolvimento. Encontrar o primeiro emprego não é uma tarefa fácil e para os jovens é ainda mais complicado pela falta de experidência. Em Vargem Grande Paulista não é diferente, porém para garantir novas oportunidades a esses jovens o governo municipal, o poder judiciário, a sociedade civil, a iniciativa privada e a Associação Comercial e Empresarial (ACE) iniciaram uma ação conjunta para viabilizar o programa Jovem Aprendiz no município.

Graças a esta parceria, cursos de aprendizagem do SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), SENAC (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial ) e NURAP (Núcleo de Aprendizagem Profissional) serão realizados no município para qualificar jovens aprendizes.

A capacitação do SENAC terá início no dia 21 de setembro, com o curso de auxiliar de escritório (carga horária de 30 horas), no auditório da ACE, que tem sido uma grande apoiadora dos projetos voltados à profissionalização dos jovens e adultos. Já os cursos de aprendizagem do SENAI estão previstos para janeiro de 2013.

O cadastro dos jovens está sendo feito na ACE, toda segunda-feira, e já tem mais de 480 inscritos. Após o cadastramento, o jovem deverá participar de um dos cursos ministrados pelas instituições certificadoras e aguardar a oportunidade de trabalho como aprendiz em empresa ou comércio da cidade.

“O Ministério Público não abriu mão de que o público alvo seja o jovem que reside em Vargem Grande Paulista, esta foi uma condição imposta às empresas”, destacou Ronaldo Freixede, gestor de Políticas Públicas do Ministério do Trabalho, durante audiência pública realizada no dia 16 de agosto, na Câmara Municipal, para falar sobre o cumprimento da Lei do Aprendiz.
Segundo ele, a região tem potencial para realizar cerca de 20 mil contratos de aprendizagem. E de acordo com o levantamento feito em Vargem Grande Paulista, o município oferece inicialmente cerca de 200 vagas. “Este será um trabalho árduo e as empresas também enfrentam muitos percalços que queremos resolver com a vinda do Sistema S (SENAI/SENAC) para a região”, comentou Freixede.

Jovens mais preparados
A mobilização para viabilizar o programa Jovem Aprendiz no município ganhou força nos últimos meses com o apoio do Ministério Público. Para discutir as principais dificuldades e soluções, um grupo de trabalho foi formado pelo Fórum de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente – composto por representantes de empresas, professores, CMDCA, delegacia de ensino e entidades certificadoras – com a função de ser um facilitador entre as empresas e as entidades que realizam os cursos técnicos.

“Tivemos uma grande evolução. A maior dificuldade que tínhamos era a distância do município com as entidades certificadoras. Devido ser longe, os jovens ficam pouco tempo na empresa para que possam atender o ensino formal e o técnico”, explicou Fabrizia Cassiano Keramidas, do Laboratório Biovet e membro do grupo de trabalho.

Para ser um jovem aprendiz é obrigatório ter entre 14 e 24 anos,  estar cursando o ensino formal (médio ou fundamental) e o ensino técnico em uma das entidades certificadoras, como: CEPRO, NURAP, SENAI ou SENAC. Os aprendizes são registrados e recebem um certificado ao completarem dois anos de contratação, período de vigência do programa. Eles têm direito a um salário mínimo proporcional à jornada de trabalho de cinco horas diárias, vale-transporte, auxílio-refeição, contribuição do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e férias.

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